Boa Música a Caminho

In blog by zasnicoff

É difícil ter uma opinião imparcial quando você masterizou o disco e ainda quem produziu foi seu aluno. Mas faço aqui um esforço para ser isento e analisar:

A banda “The Leprechaun” é muito boa.

O primeiro disco será lançado em Janeiro e tem 12 faixas. E quando digo doze, são realmente doze músicas, cada uma com seu papel e mensagem – nada de encheção de linguiça –  e isso por si só já merece nosso respeito. Eu posso literalmente sortear uma música no player e qualquer uma que vier será bem vinda.

Seu estilo celta (folk, nórdico, medieval ou como preferir) é pulsante e musical, além de soar fresco para os ouvidos, quando o que mais precisamos é de novidade. Sempre me pego imaginando um vídeo-clip para cada música, em um formato bem-humorado, puxando para o surpreendente, com imagens desfocadas e assustadoras. Aí me lembro que não sou diretor de filmes… mas adoraria produzir uns vídeos para este disco.

Neste estilo, as letras em Inglês ajudam, afinal é difícil pensar vocais em Português narrando histórias de vinganças, motins, rios, barcos e terras distantes. Não que a música não se sustente sem as letras, pelo contráio, mas quem entende o idioma não poderá se esquecer de frases como “Eu não posso andar sobre as águas, eu não posso curar a lepre. Não sou nenhum messias, sou a pomba negra procurando por vingança”. Ou então “Queimem a merda do castelo, atirem na porra da rainha, eu só quero matar o rei!”.

A produção é muito boa, principalmente quando se sabe que quase tudo foi feito em um home studio, em poucos meses. Você conta o número de integrantes da banda e quando descobre que alguns deles tocam mais de um instrumento, já espera um som congestionado, com arranjos densos e muita competição. Mas não é isso o que acontece. O produtor Rafael Schardosim (banjo/harmônica) soube extrair boas performances dos companheiros,  poupando elementos e criando contrastes e picos.

O ideal do produtor é que cada música tenha um ponto forte e que este seja destacado pela produção. Missão cumprida. É claro que uma boa produção sem um bom repertório não é quase nada – o compositor Eric Fontes (baixo) merece elogios pelas letras (já comentadas), melodias memoráveis, criatividade e alto astral, até mesmo nas faixas baladas.

No final do dia, temos um disco que não só pode ser ouvido de cabo a rabo, como também diverte, impacta e deixa boas lembranças na cabeça do ouvinte. O que mais uma banda pode esperar de seu primeiro disco?

(05 faixas para download gratuito – CD “The Years Are Just Packed” – lançamento 22/Jan/12 – Café Paon – São Paulo – cadastre-se no mailing da banda)