Mini-Tutorial sobre DELAY (parte 4/8)

In blog by zasnicoff

O tempo de delay está aumentando e nada da nossa música melhorar.

Com 5 ms (também bastante comum de acontecer em shows), o áudio sofre grandes distorções. O timbre dos instrumentos começa a perder as características fundamentais. A imagem do palco sonoro perde foco e fica mais difícil a localização do som, tanto na horizontal, como na profundidade.

Neste ponto, podemos dizer que a mixagem está seriamente comprometida e dificilmente será corrigida se a origem do atraso não for identificada e neutralizada.

(A cada 5 segundos, o áudio é alternado entre a versão original e a processada com delay)

[audio:5ms.mp3]

O atraso pode se originar em equipamentos digitais, na interface de som do computador ou mal uso de plugins. No domínio acústico, são característicos de posições de audição pouco privilegiadas (talvez por isso os assentos do meio se esgotem rapidamente…) ou de ambientes grandes e altamente reflexivos, como marquises e auditórios (não confundir esse fenômeno com a reverberação de ginásios e catedrais).

Como recurso de mixagem, para a criação de efeitos e destaque, dicilmente o delay será configurado para trabalhar com um tempo igual ou inferior a 5ms.

Já que falamos sobre reverberação, vale lembrar que a maioria dos reverbs artificiais possuem um controle de “pre-delay”, que é justamente a diferença de tempo entre o som direto e o campo reverberante que chega na sequência. O “pre-delay” está associado à noção de tamanho do espaço físico, posição da fonte sonora e do ouvinte. Assim como o delay tradicional, normalmente deve ser superior a 5ms para se evitar problemas.

No próximo exemplo, começaremos a explorar efeitos desejáveis e criativos. Até lá!